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Vivendo em um novo País e o medo deste novo.

Cheguei à Inglaterra há pouco mais de um ano.


Tudo era novo para mim, clima, idioma, comida e os costumes.

Igual a muitas pessoas, também tive ansiedades perante este novo.


Tive que escolher entre dois caminhos, ficar em casa e evitar o contato com o novo e me relacionar apenas com os meus amigos do Brasil, pelas redes sociais ou enfrentar tudo isso.


Ficar em casa me parecia ser o mais confortável eu evitaria o novo e não teria a angústia de ter que “falar”. Mas logo percebi que a angustia de não “falar” era muito maior. E ter que esperar por alguém para ir ao mercado comigo, não estava apoiando a minha escolha.


Resolvi sair e sabia que eu poderia não ser entendida à princípio, mas, eu estava determinada a comprar bicarbonato de sódio e eu não iria sair daquele mercado sem ele.


Se eu tivesse escolhido ficar em casa, não teria conhecido naquele dia uma senhora Britânica (que mesmo eu tendo falado para ela, que eu não falava muito bem o inglês) ela me contou uma longa história. Acredito eu, que ela falava sobre o cachorro dela que teve filhotes, mas até hoje não tenho a certeza. Mas a minha total compreensão, pouco importou naquele momento, pois o fato de ficar ali, paciente e aberta para ouvi-la, me fez muito bem e acredito mesmo que tenha feito bem para ela. Aquele sorriso no final da "conversa" me deu essa certeza.


Se eu tivesse ficado em casa eu não ousaria mandar um e-mail, oferecendo um dia da minha semana para ser voluntária na "First Day" Enquanto eu escrevia o e-mail com a ajuda do tradutor eu pensava “Como posso ajudar, sendo que não vou conseguir entender o que eles falam?”


No mês passado fui nomeada a voluntária do mês e isso para mim foi uma grande conquista.


Escrevi este texto, pois sei que ainda tem muitos brasileiros morando fora que não conseguem interagir com este novo, escolhem profissões que tem pouco contato e pela dificuldade da língua e preferem a segregação.


Mas está exclusão pode levar a depressão.


Existem meios para ajudar essas pessoas a saírem do anonimato. Existem grupos nas redes sociais que tem comunidades de brasileiros que pode ser uma grande troca, procure por igrejas, centros comunitários e existem vários aplicativos no celular que pode te levar a conhecer outras pessoas também (lógico que, para conhecer alguém pela internet é preciso ter muita cautela, não se esqueça disso).


Não desista de aprender um novo idioma. Eu escuto muitas pessoas falando, eu sou "muito velho" para aprender um novo idioma. Concordo que pode ser um pouco mais difícil do que seria para uma criança que aprende em meses aqui. Mas não é impossível é só começar. Assista vídeos, converse com as pessoas em praças, supermercados etc. Eu tenho certeza que vai ser um dia extraordinário.


E principalmente, nunca deixe de pedir ajuda medica psicológica quando perceber que a tristeza e a ansiedade estão muito presente no seu dia a dia.

Não escolha ficar só! promete?

Até a próxima.

Sheila Prates Galvani. Psicoterapeuta 19.10.17

 

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