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A influência do Cortisol na resposta do estresse.

O programa “Trust me, I’m a doctor” da BBC apresentou um especial sobre saúde mental. E eu fiz um resumo sobre os tópicos que foram abordados dentro dos 59 minutos que foi falado sobre a saúde mental o estresse e suas possíveis causas e tratamentos. Irei dividir essa matéria em vários artigos.


O primeiro que vou escrever hoje é sobre o Cortisol, hormônio relacionado à resposta de estresses no nosso corpo.

Quando estamos bem mentalmente, pensamos de forma positiva e nos mostramos mais preparados para lidar com as dificuldades da vida, mas em alguns momentos não nos encontramos preparados para agir. Estamos falando da nossa saúde mental e quando falamos em saúde mental todo mundo tem uma opinião, um conselho a respeito, se pesquisarmos na internet iremos encontrar milhões de artigos referentes ao assunto. Mas a duvida ainda permanece, qual direção devemos seguir e confiar sobre este assunto?


Sabemos que o estresse é ruim para o nosso bem-estar mental e aumenta o risco de desencadear uma depressão. Isso é preocupante, pois um em cada seis de nós pode ser afetado por algo como depressão ou ansiedade.

A BBC junto com uma equipe medica realizou uma pesquisa com 2.000 mil pessoas e as respostas destas pessoas direcionou para varias pesquisas.


• “Quais são os problemas de saúde mental que você realmente está preocupado?” • “E 42% dos entrevistados queriam saber “Como podiam lidar melhor com o estresse?” • “O que pode ser feito para eliminar o estresse da nossa vida?”

Procurando respostas para estas lacunas foi elaborada a primeira pesquisa desta série que foi feita com 68 voluntários que foram divididos em quatro grupos iguais e eles passaram oito semanas vivenciando técnicas estabelecidas.

• O primeiro grupo que foi nomeado de “Nature” se reunirá toda a semana para atividades de jardinagem e conservação. Há evidencias que tanto a interação social quanto o contato com a natureza podem ter um efeito positivo na saúde mental de uma pessoa.

• O segundo grupo testou a “Yoga” Muitos estudos sugerem que esta técnica pode reduzir o estresse, freqüência cardíaca e pressão sanguínea.

• O terceiro grupo são os “Mindfulness” eles usaram um aplicativo no telefone para fazer uma seção diária de mindfulness, que é uma forma de meditação que foca a mente no momento presente. Há evidencias que esta técnica pode evitar que você desenvolva ou mergulhe um ciclo de pensamentos negativos.

• E estes três grupos foram comparados a um quarto grupo de controle – “Control” – que vai seguir sua vida diária com sempre seguiu sem fazer nada diferente.


Durante as oito semanas, do começo ao fim, foi acompanhado o nível de estresses destes voluntários através da saliva deles. Eles forneceram amostra de saliva para medir o nível do hormônio cortisol. Este hormônio é uma parte fundamental da resposta ao estresse do nosso corpo. Além de preencherem questionários psicológicos para que pudesse ser avaliado o quanto de estresse eles estavam sentindo.


A professora Ângela Clow e a Doutora Nina Smyth da Universidade de Westminster, na Inglaterra, ajudaram com este experimento.


“A professora Ângela Clow é treinada em neuropharmacologia, fisiologia e psicologia e gosta de trabalhar na interface dessas disciplinas. Para o seu doutorado (Instituto de Psiquiatria, Londres), ela investigou a função dos receptores de dopamina no cérebro e, durante seus estudos pós-doutorado (Royal Postgraduate Medical School), desenvolveu um interesse na bioquímica do estresse. Em 1989, ingressou na Universidade de Westminster, onde se tornou um membro fundador do Grupo interdisciplinar de Psicofisiologia e Stress Research Group ( PSRG ).”

Retirado no dia 18/12/2017 em: https://www.westminster.ac.uk/…/our-p…/directory/clow-angela


A Dra Nina Smyth completou um BSc. (Hons) Psicologia em 2008 na Universidade de Manchester e um Mestrado em Psicologia da Saúde em 2009 no Institute of Psychiatry, Kings College de Londres. Fez um doutorado no Grupo de Pesquisa de Psicofisiologia e Stress (PSRG) , premiado pela Universidade de Westminster em 2013 para minha sua intitulada "Secreção de cortisol na saliva e cabelo: considerações metodológicas e relacionamentos com o bem-estar do estado e das características". Retirado no dia 18/12/2017 em: https://www.westminster.ac.uk/…/our-pe…/directory/smyth-nina


Através de um simulador foi apresentado um padrão normal de alguém saudável e não particularmente estressado. Foi surpreendente revelar que o cortisol além de ser o hormônio associado com o estresse ele também é um hormônio de energia que ativa o seu cérebro para ficar pronto para o dia seguinte.

No individuo saudável e não particularmente estressado, o cortisol inicia ainda baixo quando ele está acordando e vai aumentando até chegar ao pico onde a pessoa desperta e vai diminuindo no decorrer do dia até estar bem baixo na hora de dormir.


Vários artigos apontam o cortisol como um grande vilão do estresse e eu sempre soube que o alto índice de cortisol era prejudicial. Mas o que esta pesquisa provou foi que precisamos deste grande pico pela manhã, para fazer você seguir com o seu dia. Sendo que o cortisol na hora certa do dia não é prejudicial e sim essencial.

Já uma pessoa que sofre de estresse crônico, o cortisol tem um pico menor na parte da manhã. Ou seja, é um começo lento que deixa você sentir menos capaz de lidar com o despertar e o seguir em frente.


Este foi o primeiro estudo medindo resposta do despertar do cortisol e o seu declínio durante o dia.


Depois de oito semanas este gráfico foi utilizado nos 68 voluntários, para saber qual grupo comparado com o grupo de controle estava menos estressado.


Comparando com o grupo de controle todos os grupos tiveram um aumento de 14% na resposta ao despertar de cortisol, apresentando mais energia para começar o dia.

Olhando para cada atividade individualmente a atividade com a yôga teve um pequeno aumento na resposta ao despertar (aquele grande índice de cortisol).


A equipe de jardinagem aumentou cerca de 20%. Um bom aumento. Mas o que surpreendeu os pesquisadores foi o grupo de atenção plena (mindfulness) que teve um aumento de 58%, este foi o grupo que teve o maior efeito nos níveis de estímulos.

Foi percebido também nesta pesquisa que as pessoas que gostaram das atividades, o aumento da resposta ao despertar foi de 78%.


Isso provou que gostar da atividade que você está fazendo faz uma diferença crucial na forma como nosso corpo e mente reagem. Ou seja, há coisa que você pode fazer para reduzir o estresse, mas acima de tudo, procure algo que você vai gostar de fazer.


Programa na integra você consegue através do site: http://www.bbc.co.uk/iplayer/episode/b09dcvl0


No próximo texto irei falar sobre os benefícios dos exercícios na saúde mental,

quais são eles? Rir é um exercício muito benéfico, você sabia?


Até a próxima.

Abraços

Sheila Prates Galvani Psicoterapeuta e Psicóloga no Brasil.

ink da fanpage: https://www.facebook.com/psicoterapeutaepsicologa/

 

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